PONTE E PASSARELA EM BLUMENAU

2011
Blumenau (SC)

implantação

planta ponte

corte transversal / ponte

corte longitudinal / ponte

elevação / ponte

corte construtivo / ponte

planta passarela

corte transversal / passarela

corte longitudinal / passarela

elevação / passarela

corte construtivo / passarela

ARTE URBANA E PÚBLICA

As novas transposições do Rio Itajaí, que o centro de Blumenau requer: a Ponte e a Passarela devem compor um conjunto monumental facilmente identificável, uma contribuição à paisagem de Blumenau. As duas obras de arte foram por isso tratadas de forma homogênea, a partir da mesma genealogia.

A solução estrutural adotada – arcos parabólicos com 75 metros de altura vencem 100 metros de vão livre e ancoram tirantes verticais que sustentam os tabuleiros em aço – é essencialmente singela, o desenho mais lógico e eficiente para vencer grandes vãos com o mínimo consumo de material e energia, além da facilidade na execução.

As diferentes funções, no entanto, obrigam a soluções distintas para os tabuleiros.

Na ponte – com tabuleiro de 15 metros de largura – optou-se pela divisão clara da circulação, agregando o fluxo de pedestres e bicicletas em um deque único, mais generoso, com piso elevado em pré-moldado de concreto, apartado do leito carroçável que é dotado de uma calçada técnica de segurança.

Já a passarela – com tabuleiro de 8 metros de largura – conforma um único deque com piso elevado em pré-moldado de concreto, equipado com bancos, se configurando não somente circulação, mas em um espaço de estar e contemplação da paisagem.

A implantação do conjunto considera o uso público das margens, sobretudo a margem esquerda, com a criação de generosas varandas para o desfrute da vista do centro da cidade no outro lado do rio. O desenho desses espaços públicos e suas conexões com o novo paisagismo deverá se ajustar às geometrias das estruturas das novas transposições e, desta forma, complementá-las.

As duas linhas estruturais divergentes: a horizontal junto ao chão da cidade e a outra aérea, emolduram e destacam os morros e o perfil da cidade. À noite, as parábolas iluminadas, além de clarear seus entornos, destacar-se-ão isoladamente ou superpostas de frente ou de perfil, e serão entrevistas aos poucos para quem chega através dos vales que convergem para o centro da cidade. Tanto na paisagem diurna quanto noturna o conjunto se constituirá em um novo ícone para a cidade.

CONCURSO NACIONAL

ARQUITETURA

Alvaro Puntoni, João Sodré, João Yamamoto, André Nunes (gruposp)
Luciano Margotto (Republica Arquitetura)
Marcos Acayaba

COLABORADOR

André Procópio

ESTRUTURA

Jorge Zaven Kurkdjian
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