NOVA SEDE DA FAPESP

1998
São Paulo (SP)

elevação USP

implantação

planta pavimento tipo

corte transversal


corte longitudinal

A área situada nas adjacências da marginal do Rio Pinheiros, faz fronteira com lotes de instalações industriais e também com a Cidade Universitária. Nessa situação o raciocínio arquitetônico utiliza uma noção de entorno abrangente, formado pelo Pico do Jaraguá, Rio Pinherios e Raia Olímpica, Torre dos Correios, Torre do CEASA, Parque Vila Lobos, Cidade Universitária e Espigão da Avenida Paulista.

É neste entorno abrangente que amparamos o projeto.

O programa da FAPESP sugere dois grandes grupos de atividades que são serviços e apoios. O partido arquitetônico adotado abriga estas duas funções em duas torres que sãoidênticas na projeção, proporcionais na altura, mas opostas nas suas características:

- a torre transparente, para os serviços: destinada às atividades de gabinete e escritório.

- a torre opaca, para os apoios: destinada aos depósitos, oficinas, arquivos e biblioteca, além do auditório, disposto nos embasamentos, localização adequada à sua função, que exige eventualmente acesso independente do conjunto.

A implantação das duas torres também obedece à mesma noção de entorno abrangente. A torre transparente possibilita a perspectiva panorâmica e a visualização de pontos de referência. A torre opaca além de não bloquear a paisagem está disposta de modo a sombrear a torre transparente na sua face oeste.

O acesso ao conjunto se faz exclusivamente pela torre opaca, concentrando num único ponto acessos e controles, nela estão instalados dois grupos de elevadores de grande capacidade. A torre transparente sequer chega ao solo, está ligada à torre opaca por passarelas existentes em níveis que definem setores de trabalho comum.

Uma torre é porta, a outra, janela.

O nível do solo resulta livre e o desenho das construções não se subordina à geometria da configuração do terreno.

A aproximação das pessoas ao conjunto, vindas de qualquer direção, é feita com conforto sob a marquise que se estende até o pátio do estacionamento criando as vagas cobertas exigidas no programa e organizando setores de estacionamento distintos para a instituição e para visitantes. A cobertura desta marquise ganha um uso importante como terraço e café que atende à população das torres e eventualmente às exposições e auditório.

O partido vertical resulta de uma opção de projeto. Interessa a concentração das cargas nas fundações e também a racionalização da construção. O sistema construtivo é idêntico para ambas as torres. Castelos verticais realizados em concreto armado com formas deslizantes são apoios para os estrados em estrutura metálica que fazem os pisos dos pavimentos sucessivos. Todas as instalações utilizam como passagem vertical os castelos, que são duplos e extremos na torre opaca e único e central na torre transparente.

Finalmente as torres constroem uma imagem para a FAPESP: a instituição que promove e patrocina estudos e pesquisas no país será visível de toda a Cidade Universitária, da marginal do Rio Pinheiros e de diversos pontos estratégicos da cidade de São Paulo.

A nova sede da FAPESP será implantada em um lote incomum.

CONCURSO NACIONAL

ARQUITETURA

Alvaro Puntoni, Angelo Bucci

COLABORADORES

Apoena Amaral, Camila Fabrini, Eduardo Ferroni, Moracy Amaral, Pablo Hereñu

ESTRUTURA

Jorge Zaven Kurkdjian
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