TEATRO EM LONDRINA

2007
Londrina (PR)

planta nível 549.00

planta nível 552.90

planta nível 558.00

planta nível 564.35

corte transversal

corte transversal

corte longitudinal

corte longitudinal

A idéia principal é que os espaços do novo Teatro Municipal de Londrina deixem transparecer todas as suas atividades, descortinando todo processo de organização, elaboração e desenvolvimento das atividades artísticas que abrigará. A arquitetura proposta baseia-se neste conceito de transparência.

O projeto se propõe a reorganizar o chão da cidade, enfatizando seu caráter primordialmente público e evidenciando a cultura e a transmissão do conhecimento como sua função mais representativa.

A topografia do terreno, marcada pelo declive em direção a parte interna do condomínio determinam o partido do projeto e permite liberar o nível da rua por completo, sugerindo as visuais alongadas e oferecendo o conjunto de forma inquestionável para a cidade, para todos.

Uma ação inicial, um corte no terreno, configura e organiza todos os setores do programa e os espaços externos. Esta operação cria dois térreos de características bastante distintas. O térreo inferior, no nível 552.00, abriga uma praça seca que concentra todos os acessos aos programas. No térreo superior, no nível 558.00, situa-se o plano de acesso em nível para as salas, um plano que representa um alargamento generoso da calçada, livre de qualquer elemento construído, com exceção do Black Box. Os térreos se sobrepõem e se coadunam através das circulações verticais dispostas como um circuito.

O Black Box se relaciona com a rua, como um marco, uma caixa branca suspensa sobre o espelho d’água que marca o acesso para praça inferior, nível em que se vincula diretamente as atividades didáticas.

Sob o espelho de água deste acesso localizam-se todas as atividades didáticas, abertas e transparentes para a praça inferior, como todas as demais atividades de apoio do conjunto.

A idéia precípua era não ocultar, mas oferecer a quem usufrui deste espaço a visualização de todas as atividades que envolvem o teatro. A praça se faz e se anima deste movimento. Este bloco de atividades didáticas é assumido como parte importante do programa do teatro e ajuda a constituir um conjunto coeso que preserva, no entanto, a autonomia necessária de cada setor e suas atividades.

A partir da praça inferior eleva-se o bloco principal edificado do conjunto: um volume de 135 metros de extensão e 50 metros de largura com 30 metros de altura. As duas salas – a sala principal e a sala da palavra – conformam os volumes que pairam sobre a paisagem, resguardados pela estrutura envoltória de sombreamento e proteção. São como caixas dentro da caixa, feita de luz e movimento.

A estrutura de proteção, em aço e vidro, serve como abrigo de todas as atividades, mas esta sempre aberta, como não fosse possível insinuar seu fechamento, realizado por sutis planos transparentes de vidro.

Uma cortina branca, como uma vela de navio, de 135 m de extensão protege o espaço interior do sol e movimenta-se ao sabor dos ventos. Fachada de movimento e luz.

Pretende-se que o conjunto seja como um monumento, no sentido mais amplo da palavra, apesar do volume construído ele parece se a ausentar, como este monumento fosse feito de luz, quase da ausência e silencio.

CONCURSO NACIONAL

ARQUITETURA

Alvaro Puntoni, João Sodré, Jonathan Davies (gruposp)
Luciano Margotto, Marcelo Ursini, Sergio Salles (Núcleo de Arquitetura)

COLABORADORES

Anita Freire, Amanda Spadotto, Walter Diamond

MAQUETE

José Paulo Gouvêa
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