PROPOSTA DE READEQUAÇÃO DA PRAÇA ROOSEVELT

2011
São Paulo (SP)

montagem sobre foto de nelson kon

A cidade de São Paulo é marcada por sua densa ocupação que dificulta  a percepção seja de sua topografia original, seja dos seus poucos espaços não ocupados, sobretudo aqueles definidos e configurados pelo sítio original, pelos fenômenos geográficos, pelo assoalho primitivo.

Um dos desafios para os arquitetos neste século talvez seja insistir a construção do vazio como quem abre clareiras e possibilita novas dimensões e possibilidades para a vida em nossa cidade.

As praças de nossas cidades , além de cerradas por grades que impedem o livre acesso ao bem público (a partir de um pretexto de segurança),  foram paulatinamente ocupadas por edifícios como escolas, creches, terminais de onibus, igrejas…Construções que subtraem o espaço público de todos. Revelam a incapacidade histórica da sociedade organizada versar sobre os destinos de nossos espaços.

Contrariamente a idéia que devemos contruir onde não existe nada, pensamos que talvez seja importante não construir ou retirar o que está construído. Os espaços livres – e públicos – deverão ser conformados pelas margens, onde deverão estar situados os programas que o animam.

Este deveria ser o caso da nova praça Roosevelt.

Deveria ser um espaço desprovido de construções: uma grande superfície de acontecimentos.

A igreja da Roosevelt deve ser repensada. Trata-se de um edifício que tem três fachadas cegas, paredes que desconvidam se relacionando com a praça. A porta se abre para a cidade e nega, de certa forma, o espaço onde está inserida. Deveria ser um espaço sem portas, aberto também a nova praça. Talvez devesse estar inserida no tecido urbano da cidade, transformando a praça em um grande adro, um espaço definitivamente aberto a todas as atividades.

ARQUITETURA

Alvaro Puntoni, João Sodré, João Yamamoto, André Nunes
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